"Cthulhu
também vive ainda, suponho, naquele precipício de rocha que o cinge
desde que o sol era jovem. Sua amaldiçoada cidade tornou a afundar, pois
o Vigilant navegou por aquele lugar após a tempestade de Abril; mas, os
seus adoradores na terra ainda urram, saltitam e matam em locais ermos
ao redor de monólitos por ídolos encimados. Ele deve ter sido
aprisionado pela submersão enquanto ainda se encontrava
no seu negro abismo, do contrário o mundo ora estaria gritando de pavor
e frenesi. Quem sabe qual será o final? O que emergiu pode afundar, e o
que afundou pode emergir. O sobre-abominável ['Loathsomeness'] aguarda e
sonha nas profundezas, e corrupção estende-se sobre as cambaleantes
cidades dos homens. Um tempo sobrevirá - mas não devo e nem posso
pensar!"
[LOVECRAFT, Howard Phillips. "The call of Cthulhu". In: JOSHI, S. T. (ed.), "The Dunwich Horror and others", Sauk City: Arkham House, 1984, p. 154 (tradução: R. C. Zarco)]
[LOVECRAFT, Howard Phillips. "The call of Cthulhu". In: JOSHI, S. T. (ed.), "The Dunwich Horror and others", Sauk City: Arkham House, 1984, p. 154 (tradução: R. C. Zarco)]

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