"Vinde,
ó meus amigos, na clara manhã, cantar as vogais do regato! Onde está
nosso primeiro sofrimento? É que hesitamos em dizer... Ele nasceu nas
horas em que acumulamos em nós coisas caladas. O regato vos ensinará a
falar ainda assim, apesar das dores e das lembranças, ele vos ensinará a
euforia pelo eufuísmo, a energia pelo poema. Ele vos repetirá, a cada
instante, alguma palavra bela e redonda que rola sobre as pedras."
[Bachelard, Gaston. "A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria", São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 202].
[Bachelard, Gaston. "A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria", São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 202].

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